Avançar para o conteúdo principal

Sono dos bebés... Utopia e realidade

O sono dos bebés (e a nossa privação dele) é, de longe, um dos assuntos que mais nos preocupa desde que somos pais. Quanto mais não seja pela famosa pergunta que todos nos fazem assim que nos vêem: "Então já dorme a noite toda?".
Ora bem... Ainda a criança tem umas horas fora da nossa barriga e já todos querem que ela tenha os nossos horários e a nossa consciência do dia e da noite. A nossa memória não permite mas se conseguíssemos recuar até ao tempo em que éramos bebés rapidamente iríamos ver que levamos o nosso tempo até brindarmos os nossos pais com uma noite completa. A nossa sociedade está sempre a querer apressar as coisas e a querer reger-se dentro de dados limites e cânones aceites por todos (ou não seria ela uma sociedade...) mas nestas coisas de bebés rapidamente percebemos que não existem regras ou receitas infalíveis para o que quer que seja.
E é aqui que chegamos à minha sugestão de leitura... Tinha eu sido mãe há muito pouco tempo e uma amiga falou-me em alguns livros que tinha lido durante a gravidez, especificamente os da Constança Cordeiro Ferreira. Para os mais desatentos, a Constança é conhecida pela Fada dos Bebés pela sua capacidade em compreender estes pequenos seres humanos recém chegados ao nossos mundo e por ajudar a família a compreenderem melhor as suas necessidades e a ultrapassar as dificuldades dos primeiros tempos. A minha amiga recomendou-me o livro "Os bebés também querem dormir", não porque o meu filhote me estivesse a "dar água pela barba" mas sim porque me poderia ajudar nos primeiros tempos, principalmente o primeiro trimestre de vida. Para muitos, estes três primeiros meses de vida do bebé, também designados pro exterogestação, correspondem a um período de adaptação do bebé ao meio exterior e em que, muitas vezes, ele ainda pensa estar dentro da barriga da mãe. São três meses de adaptação também para os pais, em que todas as ajudas são bem vindas.
Li este livro já depois do meu filhote nascer mas gostaria de o ter lido ainda grávida. Desmistifica um conjunto de questões desde o nascimento a fase das famosas cólicas e explica-nos que não estamos sozinhas naquilo que estamos a passar enquanto casal e família. Milhares de casais já passaram pelas mesmas dificuldades e temos apenas de aprender a ouvir os nossos bebés. Não estou a falar de estarmos atentos ao seu choro ou a outros sons mas sim a ter a capacidade de compreender o que eles nos dizem mais profundamente.
Recomendo esta leitura a todos os futuros pais, de primeira viagem ou não. Tenham este livro por perto, anotado, com posts its. Marquem-no à vossa maneira e, acima de tudo, ouçam atentamente esse pequeno ser que têm diante de vós e que tanto tem para vos mostrar. Este livro não é uma receita infalível para se ser pai. Aliás, engane-se quem lê livros em busca de aprender a ser pai ou mãe. Mas que nos abre os horizontes para determinadoa aspectos isso sim. Torna-nos mais conscientes e despertos e isso é fundamental para viver a parentalidade de uma outra forma.
Boas leituras!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Dicas e sugestões... Tornar o Dia do Pai mais especial!

É impressionante como ainda ontem estávamos a comemorar a entrada no novo ano e já andamos por aqui a pensar nas sugestões mais engraçadas para o Dia do Pai. O ano avança bem rapidamente e já é tempo de pensarmos no miminho que os nossos filhos vão dar ao homem que escolhemos para pai deles. Enquanto os nossos filhotes ainda não conseguem ter voto na matéria e sugerir aquilo que querem oferecer ao pai, cabe-nos a nós, verdadeiras mães malabaristas do século XXI, abraçar mais esta tarefa e descobrir aquela lembrança que vai tornar o Dia do Pai mais especial.
Sou apologista que não devemos comprar nada apenas porque sim. Existem homens que não ligam muito a ofertas e a prendas, outros que são esquisitos e que parecem não gostar de nada, outros ainda que se fecham em copas quanto ao que gostam ou ao que precisam e existem ainda aqueles que não gostam destas "mariquices" (como eles próprios lhes chamam) das lembranças do Dia do Pai que acabam por ficar fechadas numa qualquer ga…

My Little Love: A vossa festa com amor!

O mês de Maio é um mês muito doce no que toca a comemorações aqui em casa. O próximo mês de Maio assinala o primeiro aniversário do meu casamento e o segundo aniversário do meu filhote. Apesar de ainda faltarem dois meses para o dia da festa, por aqui os preparativos já começaram. A checklist da festa de aniversário já está impressa. Já se começou a pensar nas possíveis lembranças para os amiguinhos e já andámos a espreitar as lojinhas de artigos de decoração para ver as novidades. 
Mas festa que é festa, daquelas para ser memorável, pede a ajuda de quem conhece o mundo das festas e da organização de eventos melhor do que ninguém. E é assim que vos venho falar da My Little Love. Se procurarem por organização de festas de aniversário, a oferta é imensa por essa Internet fora. Ao escolherem quem estará a colorir a vossa casa para um dia especial deixo-vos a dica de procurarem alguém com quem tenham criado empatia facilmente. A My Little Love tem como lema "divirtam-se que nós trat…

A ajudar na autonomia do bebé cá de casa

Lembram-se do post que partilhei com dicas de como construir um ambiente preparado em casa na cozinha e na casa-de-banho? Pois bem, aquelas eram sugestões,  dicas para quem tem curiosidade sobre o mundo Montessori ou que apenas queira tornar as difeeentes partes da sua casa um pouco mais amigas das crianças.  Mas se vocês forem como eu, devem ter sempre curiosidade em saber como é que quem escreve num blog acaba por fazer este tipo de coisas em sua casa. Somos seres humanos curiosos, não é verdade?
É inegável com o ikea consegue mesmo ser o nosso melhor amigo quando queremos fazer pequenas mudanças em casa. E por isso, é claro que foi aqui que encontrei duas soluções simpáticas para tornar a rotina diária da higiene do meu baby boy mais fácil para ele, proporcionando-lhe autonomia agora que tem 18 meses. 
As nossas casas estão feitas para os adultos.  Tudo está a uma escala demasiado grande para os mais pequenos. Juntamente com a sua vontade de serem independentes e de fazerem por si…