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Porque os balanços também são precisos...

Preciso de escrever como preciso de respirar. Pode não parecer assim quando abro o Blogger para escrever e me deparo com a realidade de que o último post foi escrito há precisamente um mês. Um mês inteiro que se passou desde divaguei sobre o quanto a relação entre mulheres pode ser complicada e nem sempre recheada de sinceridade

Não sou nova nestas andanças de blogosfera, escrita e posts... Não sou nova nesta coisa de partilhar pensamentos apenas porque nos apetece ou porque não temos uma outra forma de expor o que vai cá dentro de forma tão genuína como assim, escondidos por detrás de um perfil do Blogger. Tempos houve em que assinava posts sem quem me lia saber quem estava por detrás daquelas palavras que saiam mais ou menos em catadupa, uma ou outra vez entre-cortadas entre uma lágrima ou outra. Porque a vida é mesmo assim: nem sempre é cor-de-rosa 24 horas por dia e porque nem sempre o sol brilha com a mesma intensidade. Agora, neste cantinho em que escrevo como Happy Mom, algumas das pessoas já sabem quem eu sou e é curioso o efeito que isso tem sobre a minha forma de escrever. Existem pensamentos que permanecem só comigo...

Passado um mês desde as últimas palavras escritas, aqui estou eu... um mês que foi feito de correrias com uma mudança de casa, um mês em que o baby teve uma bronquiolite e me deixou de coração pequenino a cada sessão de aerossóis, um mês em que a minha investigação ficou adormecida e em que o bloqueio criativo tem abundado por cá... E já estou a uma semana do meu bebé fazer um ano. Os primeiros 365 dias de vida do meu pequeno explorador do mundo que quis nascer mais cedo. Os primeiros 365 dias desde que nasci como mãe e (cliché!) o meu mundo mudou para muito melhor.

Perguntam-me... Há um ano atrás, ainda grávida de 35/36 semanas, pensava que este ano iria ser assim? Não... Muito sinceramente pensava que iria dormir muito menos horas do que efectivamente dormi, imaginava que o fantasma das cólicas iria ser muito pior, tinha quase a certeza de que a amamentação não iria correr bem e ainda amamento aos 11, quase 12 meses...

Basicamente e fazendo uma retrospectiva, imagina que a maternidade iria ser muito mais um cavalo de batalha enorme ao qual eu não conseguiria fazer frente. Achava que iria ter receio de tudo e que estaria a lavar as mãos do meu bebé a cada 30 segundos. Tinha quase a certeza que todos os dias iria enviar sms ao pediatra com as dúvidas mais estranhas ao ponto dele me deixar de responder... Em suma, achei que iria ser uma mãe muito mais complicada do que efectivamente sou! E é por isso que chamar-me de Happy Mom descomplicada não poderia ser um melhor nome para assinar agora a minha escrita neste mundo da blogosfera. Porque a maternidade quer-se descomplicada (não irresponsável) e consciente do mundo à nossa volta. A maternidade quer-se carregada de energias positivas! Bem sei que existem casos em que isso parece não ser possível mas a vida já me ensinou que devemos sempre ver o copo meio cheio (olha outro cliché!). Estou muito longe de ser perfeita e as mães perfeitas apenas existem nos contos de fadas. Mas o que interessa é que me sinta realizada enquanto mãe e mulher nesta caminhada feita a três de crescimento e de estreias todos os dias!


...Apaixonada por estas pequenas mãos...

(Para as mais curiosas, o porta-documentos é versão handmade e totalmente personalizado comprado n'Os Trapinhos da Flor)

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