Avançar para o conteúdo principal

A visita mais importante da grávida: Conhecer a maternidade


Quando estava grávida, lembro-me que uma das coisas que mais me preocupava era o local onde iria ser o parto. Não propriamente por achar que a equipa médica que me iria acompanhar não estaria à altura, mas por toda a novidade e pelos receios normais de uma mãe de primeira viagem. No curso de preparação para o parto que frequentei, uma das sugestões dada pelas enfermeiras foi de marcar uma visita ao local (ou locais) que estávamos a considerar como possibilidade para o parto. E assim foi!

A nossa opção foi um hospital privado mas o mesmo pode ser feito em hospitais públicos. Começámos por ver, considerando a viagem até à maternidade quando o trabalho de parto se iniciasse, qual o local onde teríamos menor probabilidade de apanhar trânsito. Felizmente (ou infelizmente...), nas nossas cidades conseguimos mais ou menos prever, consoante a hora do dia, quais os locais onde haverá maior concentração de trânsito pelo que isto seria algo fácil de fazer. Depois disto, chegou a hora de marcar a visita à maternidade e ver as instalações onde iríamos ficar num dia tão importante das nossas vidas. Todas as páginas dos hospitais privados com maternidade possuem uma área destinada à marcação destas visitas pelo que será fácil fazerem o mesmo.

Confesso que quando chegou o dia da visita, tinha algum frio na barriga... Penso que estava a ganhar uma consciência diferente de que o dia estava cada vez próximo e os receios estavam cada vez mais à espreita. E a visita foi mesmo marcante... Olhar pela primeira vez para uma sala de partos e imaginar o que me aguardava deixou-me algo nervosa. Despertou-me a consciência de que poderia ser naquela sala que iria ver o meu bebé pela primeira, onde ouviria o seu choro pela primeira vez e onde nasceria como mãe. Fora todo este terramoto de sentimentos, a visita à maternidade é sempre muito útil. Primeiro, porque nos permite compreender se é mesmo naquele local que pretendemos que o nosso bebé nasça. Segundo, porque nos permite esclarecer algumas dúvidas práticas com a enfermeira que nos acompanha: coisas importantes a levar para a maternidade, tempo normal de internamento, percurso que seguimos desde a admissão até à sala de partos, se é possível entregar plano de parto (falarei deste plano em maior detalhe num outro post), se é possível que o médico que nos acompanha durante a gravidez fazer o nosso parto (caso não seja da maternidade que estamos a escolher), horário das visitas ou se o pai pode estar presente no parto (no caso de cesariana e apesar da legislação que saiu, existem ainda locais em que o pai não pode estar presente), apenas para mencionar algumas dúvidas. E, terceiro, acima de tudo tranquilizar-nos pois vemos com os nossos olhos todas as instalações antes de chegarmos às urgências assoberbadas pelas contracções e ansiosas pela epidural.

Recomendo a todas as mamãs, principalmente as de primeira viagem, esta visita. E façam-na, se possível, como casal. Pois pode haver dúvidas que não vos ocorrem e terão lá o futuro pai que poderá ter menos nervos à flor da pele! E porque é importante também o envolvimento dele em todo o processo... Afinal de contas, é um bebé que aí vem a caminho!

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Casar: recordar um dia tão especial!

Casamento. Aquele momento especial na vida de qualquer casal e que se deseja que seja único para toda a vida. O casamento pode ser mais ou menos tradicional mas é um momento que marca e que queremos que seja inesquecível para nós e para os nossos convidados. Desde o momento em que acontece o pedido, a cabeça (normalmente, da noiva) começa a fervilhar com mil e uma ideias para colocar em prática e a ansiedade e o stress vão aumentando exponencialmente com o aproximar da data.  Mas perguntam vocês? Porque estou eu a falar de casamentos num blog que é muito mais baby blog que outra coisa? Para quem não sabe, o meu casamento aconteceu no dia em que o meu filho fez um ano. Com o segundo aniversário do baby boy e o primeiro aniversário de casamento quase aí, estou em modo lamechas a recordar tudo o que foi preparar este dia, que foi tudo menos convencional. Querem saber como tudo aconteceu? Conforme já vos disse, o meu casamento não foi de todo tradicional. Não foi um casamento

Crescer, desenvolver... Construir uma casa desde os alicerces!

Para quem se dedica ao estudo da Psicologia, Comportamento Organizacional ou Recursos Humanos, a pirâmide das necessidades de Maslow não deve ser totalmente desconhecida. Abraham Maslow, um psicólogo americano que trabalhou no famoso MIT, desenvolveu uma teoria de personalidade assente numa hierarquia de necessidades, segundo a qual afirmava que cada ser humano necessitava, patamar a patamar, de satisfazer um conjunto de necessidades de um tipo antes de poder satisfazer necessidades de outro tipo. Fonte: Laudon Online Olhando bem para esta pirâmide, vemos que temos de passar pelos diversos patamares até conseguirmos atingir sentimentos de autoestima e de realização pessoal, sendo fundamental para os quais vermos satisfeitas as necessidades mais básicas como seja a alimentação, aspectos fisiológicos do nossos organismo, ter uma casa, um emprego e uma família. Será que esta pirâmide não poderá estar presente em outros campos, com as devidas adaptações? Não teremos nós, por

Mãe... A que nos compreende melhor do que ninguém!

Hoje é um dia especial. Hoje faz anos a mulher que me deu vida. Hoje faz anos a mulher que é o meu exemplo, que me dá a força sempre que preciso, que sempre foi e é o meu porto de abrigo e que me compreende melhor do que ninguém. Hoje, passados quase dois anos desde que fui mãe, compreende ainda melhor a minha. É o ciclo normal da vida que nos faz olhar para o que nos acontece de forma diferente e que nos dá a sabedoria necessária para percebermos que muitas das coisas que as nossas mães nos diziam, tinham a sua razão de ser e não pretendiam apenas ser algo para nos contrariar. Hoje é um dia especial. As palavras serão sempre poucas para expressar aquilo que sinto e que me penso da minha mãe. Parece que, frente a frente, nem sempre é fácil dizer o que sinto. Acaba sempre por ser mais fácil para mim escrever do que dizer por isso não quero que fique nenhuma palavra por escrever para mais tarde mostrar a esta mulher que é o meu exemplo. Como todos os anos, hoje será o dia em que