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Não estou pronta para gritos do Ipiranga...

Coração de mãe sofre... Não digo com isto que com os pais não se passe a mesma coisa mas isto de termos moleculazinhas fofinhas carregadas de átomos de carbono, hidrogénio, oxigénio, azoto e afins, em forma de anel e filinha de átomos, a correrem como umas treslocadas na nossa corrente sanguínea prega-nos partidas...

Coração de mãe sofre... Aos 13 meses, tive o primeiro jantar sem o baby boy por perto... O que foi sinónimo de ser a primeira noite em que não o adormeci eu... Chamem-me maluca, estranha, what ever... Mas a carga psicológica de não adormecer o filhote pela primeira vez é tramada! Não lhe chamaria propriamente sentimento de culpa, pois ele estava muito bem entregue ao pai e não há melhor do que esse colo, mas o meu coração de mãe estava sempre a querer saber como ele estava, se tinha jantado bem, se estava a brincar, se estava a ver os desenhos animados, se se notava que sentia a minha falta... Sei lá! Todo um desenrolar de questões com que bombardeei o pai para receber a resposta: "Ele está bem. Respira".

E assim ganhei a consciência de que não se pode achar que seremos sempre nós a adormecê-los. O pai também lá está e também o faz com o mesmo amor do que nós. Não seremos sempre nós a dar-lhe o jantar mas isso não significa que não fique bem alimentado. Não seremos sempre nós a estar ao lado deles nas brincadeiras mas isso não quer dizer que se divirtam menos do que quando estão connosco.

Coração de mãe sofre... E não estou pronta para gritos de Ipiranga... Mas o crescimento como mãe é mesmo assim...

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